Anúncios e promessas de grandes obras no Mato Grosso vira "Carta na Manga" de Pivetta em ano de eleição
Uma grande quantidade de obras e ações está sendo planejada pelo Governo de Mato Grosso, liderado por Otaviano Pivetta (Republicanos). Essa iniciativa foi desenvolvida pela equipe do ex-governador Mauro Mendes (União) nos últimos meses e tem como objetivo apoiar a reeleição de Pivetta e a candidatura de Mendes ao Senado, além de favorecer aliados que buscam cargos eletivos.
Apesar das declarações sobre a necessidade de controlar os gastos públicos devido a uma possível crise econômica, analistas acreditam que isso é apenas uma estratégia política, visto que Mato Grosso arrecadou mais de R$ 30 bilhões até maio. A arrecadação mensal não foi inferior a R$ 6 bilhões este ano, com março quase alcançando R$ 7 bilhões.
A estratégia de inundações de obras visa conquistar votos, mas o governo tem falhado em áreas sociais, como demonstrado pela reformulação do programa "Minha Casa, Minha Vida", que na verdade é o programa "Ser Família Habitação".
O governo também não tem conseguido lidar com problemas na segurança pública; Mato Grosso apresenta altas taxas de feminicídios e é um dos estados com mais violência sexual contra crianças e adolescentes, de acordo com dados recentes. Entre 2021 e 2023, foram registrados 31.819 casos de violência sexual contra jovens.
Enquanto o governo promove muitas obras e incentivos, a realidade das pessoas é diferente. As filas para atendimentos de saúde permanecem longas, e uma CPI da Saúde tem prejudicado a imagem do governo, que inaugurou um hospital público com investimentos significativos. O governador frequentemente visita municípios para lançar obras, e muitos prefeitos são levados a audiências para solicitar investimentos.
O governo tem se concentrado em ações políticas, especialmente em ano eleitoral. Nos últimos dias do ex-governador Mendes, um grande número de obras foi anunciado, com valores superiores a bilhões. Em Cuiabá, foi prometido um investimento de R$ 663 milhões em várias áreas.
Em Rondonópolis, foram anunciados R$ 385,9 milhões, e em Várzea Grande, R$ 222,1 milhões, embora haja divergências sobre o valor total anunciado.
Essas obras ainda estão em processo de licitação e o atual governador, Pivetta, será o responsável por autorizar seu início. Recentemente, um deputado fez comentários sobre obras que beneficiariam Pontes e Lacerda, revelando a relação entre obras e interesses políticos.
O impacto dessas obras nas eleições é esperado, e elas podem criar um cenário vantajoso para o governo, desde que não haja presença de candidatos durante suas inaugurações. A lei eleitoral proíbe a presença de gestores e candidatos nos três meses que antecedem as eleições, além de restrições a contratações artísticas e propagandas institucionais.















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