Cerca de 16 mil pescadores estão sem receber seguro defeso em Mato Grosso
Em Mato Grosso, cerca de 16 mil pescadores de 22 colônias estão sem dinheiro para pagar as contas porque ainda não receberam o seguro defeso.
O benefício, previsto em lei, garante o pagamento de um salário mínimo pelo Governo Federal aos pescadores artesanais de todo o país durante a piracema, período de reprodução dos peixes, em que a pesca é proibida.
Em Mato Grosso a piracema começou em 1º de outubro deste ano e segue até 31 de janeiro de 2026.
Mas, até o momento, nenhum pescador recebeu o benefício.
Associado a Colônia Z 1 de Cuiabá, o pescador Fernando Francisco de Lima, reclamou que a situação representa um desrespeito às famílias.
Ele lembrou que o pescador respeita o período da piracema, mas ninguém está respeitando o direito deles.
Fernando Francisco disse ainda que os profissionais da pesca não têm dinheiro para comprar comida nem um presente para os filhos no natal.
Em novembro, o Governo Federal publicou uma medida provisória que transfere a gestão do seguro-defeso para o Ministério do Trabalho e Emprego, com regras definidas pelo Ministério da Agricultura para a validação dos requerimentos.
No entanto, os pagamentos continuam sob responsabilidade do INSS, Instituto Nacional do Seguro Social.
Segundo a presidente da Associação Segmento da Pesca, Nilma Silva, o INSS está passando por um processo de reanálise e, para isso, o pescador precisa fazer o reconhecimento facial e digital, mas esse procedimento tem sido moroso.
Para a representante da colônia Z1, Sandra Maria de Oliveira, a situação deve impactar diretamente as comemorações de fim de ano das famílias de pescadores, já que o dinheiro não sai até o Natal.
















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