Jayme segue pré-candidato ao governo e diz que não sai do União Brasil, "As discussões estão começando" disse ele
O senador Jayme Campos (União Brasil) cobrou, mais uma vez, a executiva do partido no estado — liderada pelo governador Mauro Mendes — a realização de uma reunião para ouvir os filiados e políticos com mandato sobre os rumos para as eleições deste ano, nas quais o senador pretende disputar o Palácio Paiaguás.
Em entrevista concedida nesta semana, ele frisou que, segundo sua apuração interna, possui entre 80% e 90% de apoio dentro da sigla e que não tem nenhuma intenção de debandar do partido.
Para isso, afirma que topa até ir às convenções para defender sua candidatura. Pessoalmente, Mauro apoia seu aliado e atual vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), mas, para parte da cúpula, é um erro grave abrir mão da sucessão apenas para contemplar um partido que esteve na base. Nesse cenário, Jayme está enfraquecido pela falta de diálogo dentro do UB; contudo, reforçou que Mauro não é dono do partido.
“Hoje eu posso afiançar: não vou mudar de partido. Eu vou disputar dentro da convenção, se for necessário. Eu acho que o partido tem o direito de ter uma candidatura a governador. Eu imagino, se fizer hoje uma pesquisa entre os 63 prefeitos que a União Brasil tem, vereadores, deputados estaduais, deputado federal, senador e, naturalmente, o próprio diretório regional, eu tenho maioria absoluta. Agora, o partido que não tem candidatura própria a governador, com certeza, é um partido que está em fase de extinção”, iniciou ele durante entrevista.
Jayme reforçou que sua candidatura não nasceu por intenção própria, mas é respaldada por aliados que querem o bem do partido e um projeto mais transparente e voltado aos mais vulneráveis, ou seja, com prioridades diferentes das que vêm sendo mantidas por Mauro.
O senador defendeu que não vai aceitar nenhum tipo de atropelo dentro do partido apenas para atender ao governador em favor de outro pré-candidato.
“[Mauro] tem obrigação de discutir. Qualquer cidadão filiado ao partido, com certeza, pode se habilitar para ser candidato a governador. Minha candidatura está posta e não será o Mauro Mendes — é bom que se esclareça — que vai impor uma situação ao senador Jayme Campos. Eu tenho uma história política, uma trajetória. Tenho seis mandatos. Eu imagino que tenho todas as qualificações possíveis, sobretudo espírito partidário”, emendou.
Além de Jayme e Pivetta, que buscam o apoio de Mauro na disputa pelo Palácio Paiaguás, há ainda o senador Wellington Fagundes (PL), que aposta na força do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo preso no Distrito Federal, é visto como um bom cabo eleitoral. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) surge como um nome alinhado à esquerda, impulsionada pela Federação Brasil da Esperança, que reúne o PT, do presidente Lula.
















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